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Aposta Psica divulga selecionados: conheça os novos talentos da cena musical da Amazônia

Do Amapá ao Maranhão, passando pelo Pará e Amazonas, o Aposta Psica 2026 consolida um retrato potente da diversidade sonora produzida na Amazônia brasileira...

Aposta Psica divulga selecionados: conheça os novos talentos da cena musical da Amazônia
Aposta Psica divulga selecionados: conheça os novos talentos da cena musical da Amazônia (Foto: Reprodução)

Do Amapá ao Maranhão, passando pelo Pará e Amazonas, o Aposta Psica 2026 consolida um retrato potente da diversidade sonora produzida na Amazônia brasileira. São 18 artistas e bandas selecionados para os showcases que acontecem durante o Motins, em Belém, colocando ritmos, narrativas e estéticas amazônidas diante de programadores, curadores e agentes do mercado musical de todo o país. O Aposta é o edital “caça-talentos” do Festival Psica e funciona como vitrine estratégica da nova cena nortista. Durante os pocket shows, artistas apresentam seus trabalhos para profissionais que circulam pelos principais festivais do Brasil — e que podem definir os próximos passos dessas carreiras. “O Aposta é um palco muito importante para os novos artistas que se inscrevem porque é uma oportunidade de mostrar o trabalho para um público especializado, para pessoas que programam festivais em vários cantos do Brasil”, afirma Gerson Dias, diretor do Psica. “É uma vitrine para o próprio festival também. Muitos artistas que passam pelo Aposta acabam indo para o palco do Psica depois. Esse palco tem essa importância porque gera uma visibilidade muito grande", completa Jeft Dias, diretor do festival. A edição de 2026 reafirma o compromisso com a pluralidade: metade das vagas é ocupada por artistas negros e metade por mulheres, além de garantir espaço para pessoas indígenas, trans e artistas de diferentes territórios amazônicos. O resultado é um mosaico de sons que atravessa carimbó, rap, reggae, indie rock, brega, tecnomelody, afrobeat, pop queer e rock alternativo. Conheça os selecioandoa Entre os selecionados estão Margot Inajosa, de Macapá (AP), cantora e atriz amapaense que articula identidade amazônida e vivências trans em uma estética pop vibrante e autoral; Luli Braga, de Manaus (AM), cantora e produtora cultural que une música e poesia em diálogo com a MPB contemporânea e as artes cênicas; Pantera Black, de São Luís (MA), referência do rap maranhense que conecta hip-hop, ancestralidade e ativismo negro; e Levi James, também de São Luís, um dos pioneiros do reggae no estado, consolidado como voz marcante das radiolas e da cultura regueira. Do interior do Pará, a lista reúne Bruna BG, de Breves, rapper marajoara que transforma vivências periféricas e ancestralidade em letras afiadas e presença de palco intensa; Os Renascentistas, de Barcarena, banda independente de rock alternativo que mistura vulnerabilidade, crítica social e força coletiva; Walder Wolf, de Cametá, criador do “beat brega”, que funde ritmos paraenses e pop em uma estética audiovisual amazônica; André Negro, de Marabá, rapper e produtor cultural com mais de uma década de atuação no hip-hop do sudeste paraense; e Mestra Jesus, de Joanes, em Salvaterra, guardiã do carimbó marajoara que leva ao palco composições sobre cultura popular, ancestralidade e religiosidade. Na Região Metropolitana e em Belém, aparecem MOiSEE, de Ananindeua, artista de pop queer que mistura tecnomelody, brega e referências globais como K-pop com linguagem amazônica; Mila Costa, também de Ananindeua, cantora lírica e popular que costura samba, carimbó, brega e jazz em produção autoral sofisticada; AfroTonni, MC e produtora de Ananindeua, campeã de batalhas de rima e representante de uma estética afro-amazônica entre R&B, grime e rap; Miriti, banda de Belém que cruza punk rock com brega, carimbó e tecnobrega; e Verene, grupo de indie rock alternativo formado majoritariamente por artistas negros amazônidas, com discurso urbano contemporâneo. Completam a seleção Bruno Benitez, de Belém, artista latino-amazônico que conecta carimbó, cumbia, salsa e tecnobrega em uma pesquisa de ancestralidade sonora; Matemba, cantora e produtora que articula negritude, religiosidade afro e ritmos como afrobeat e funk em perspectiva amazônica; Tamboiara, coletivo feminino que subverte o carimbó tradicional ao colocar mulheres no centro da percussão e da regência; e Jorginho Gomez – O Boto do Pará, voz do brega e do arrocha amazônico que transforma lenda e romantismo em identidade popular contemporânea. VÍDEOS: veja todas as notícias do Pará