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Aluno da Ufopa vence concurso do CNPq com imagem rara na Amazônia

“A noite da caçadora”, foto vencedora do concurso Ediego de Sousa Batista O servidor e estudante da Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa), do Camp...

Aluno da Ufopa vence concurso do CNPq com imagem rara na Amazônia
Aluno da Ufopa vence concurso do CNPq com imagem rara na Amazônia (Foto: Reprodução)

“A noite da caçadora”, foto vencedora do concurso Ediego de Sousa Batista O servidor e estudante da Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa), do Campus Oriximiná, Ediego Batista, conquistou o primeiro lugar no Prêmio Fotografia Ciência & Arte, do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), com uma imagem impressionante registrada durante uma atividade de campo na região oeste do Pará. ✅ Siga o canal g1 Santarém e Região no WhatsApp A fotografia vencedora, intitulada “A noite da caçadora”, mostra o exato momento em que uma aranha-pescadora da espécie Architis captura um girino de Pithecopus hypochondrialis. O registro foi feito na região do Salgado, em Oriximiná, durante pesquisas ligadas ao Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) de Ediego no bacharelado em Ciências Biológicas e Conservação da Ufopa. A imagem garantiu ao estudante o primeiro lugar na categoria “Imagens produzidas por câmeras fotográficas” da premiação nacional promovida pelo CNPq, considerada uma das mais importantes iniciativas de valorização da divulgação científica no país. Mais do que um flagrante raro da vida selvagem amazônica, a fotografia chamou atenção pela capacidade de revelar a complexidade ecológica escondida nos pequenos ambientes da floresta. “Este registro destaca não apenas a biodiversidade do Oeste do Pará, mas também a surpreendente complexidade de predação que ocorre em micro-habitats efêmeros na Amazônia”, explicou Ediego, que desenvolve pesquisas sobre diversidade de anfíbios e répteis. O estudante destaca que o prêmio representa não apenas uma conquista pessoal, mas também um reconhecimento à produção científica desenvolvida na Amazônia. “É saber que a dedicação que colocamos nos projetos, desenvolvidos por pesquisadores da região, também pode ganhar destaque no cenário nacional. Além disso, sinto uma imensa felicidade em saber que minha admiração pela natureza, materializada nessa imagem, pode impactar outras pessoas e colaborar com a divulgação científica pelo Brasil”, afirmou. Para Ediego, a fotografia científica tem um papel cada vez mais importante na aproximação entre ciência e sociedade. Segundo ele, transformar pesquisa em imagem é também uma maneira de despertar interesse pela conservação ambiental e pelo conhecimento produzido dentro das universidades públicas. “Espalhar ciência é essencial”, resumiu. A edição deste ano do Prêmio Fotografia Ciência & Arte reuniu trabalhos de pesquisadores de diversas áreas do país. Os vencedores destacaram que iniciativas como a do CNPq ajudam a tornar a ciência mais acessível ao público e reforçam a importância dos investimentos em pesquisa, tecnologia e inovação. Confira a divulgação do resultado no site do CNPq: Imagens que aproximam a ciência do público: Prêmio de Fotografia do CNPq anuncia vencedores da edição 2026 Agora no g1